Há algo de podre no reino da Dinamarca.
Dedico aos vermes,
Não aos que comerão a fria carne do meu cadáver.
Aos que sugam nossas entranhas com sangue quente correndo pelas veias até deixar-nos vazios sem percebermos.
Não aos organismos que se alimentam de carne putrefata, mas sim àqueles que apodreceram por dentro.
Àqueles piores que o cheiro abismal de corpos gelados em decomposição, parcialmente devorados.
Aos seres humanos, que me perdoem os vermes pela comparação.

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