Desde os primórdios (não que se possa comprovar cientificamente, mas imagina-se) as pessoas seguem umas as outras (isso muito antes do Twitter). As 'coisas em comum' que umas pessoas têm com as outras não seriam possíveis se lá no começo, alguém não tivesse se baseado em outro alguém pra ser/fazer algo. É simples: de uma única criação surgem outras várias baseadas e também outras opostas. Assim é construída uma sociedade: com pessoas a favor/contra algo. Com o tempo surgiram os indiferentes, à medida que lhes foi permitido 'não estar nem aí para merda nenhuma'. Pois bem, cheguemos ao ponto: o que interessa na realidade é o que há além dos gostos. Ler um livro não te faz inteligente, abstrair seu conteúdo, sim.
Então a visão antagonista não surgiu hoje. Mas hoje foi IMBECILIZADA. Motivo: as pessoas deixam de gostar de algo pelo fato de muitas pessoas gostarem. A quantidade de pessoas que gosta de tal coisa não interfere na qualidade da mesma. Certamente coisas mais populares tendem a ter um padrão, agradam a maioria, mas sempre haverá uma minoria infeliz. Bem como as menos populares agradam a um grupo menor de pessoas enquanto a maioria não gosta/conhece. Só que uma coisa não anula a outra, cada um é livre pra gostar/apreciar o que quiser sem se restringir a uma só coisa (cabresto).
E aí? Aí surgiu a moda: anti-moda. E depois.. a moda: falar mal da anti-moda. E assim sucessivamente... Porém, na realidade essas preocupações são só coisas irrelevantes, de pessoas que pensam pequeno, que avaliam quem gosta de algo, quando deveriam avaliar o ALGO em si. Embora não gostando, reconhecendo possível qualidade.
Essa é a diferença entre pessoas medianas e inteligentes. Medianas se prendem a esses detalhes idiotas (gostar do que menos pessoas gostam/conhecem, o que não é MODA - apesar de se tratar da mesma alienação de quem gosta do popular - com a sutil diferença de que quem gosta do popular, realmente gosta, não faz pose) enquanto inteligentes pensam na qualidade (musical, cinematográfica, etc).
No final, chego à conclusão que feliz mesmo é quem não pensa em nada disso e só gosta por gostar.
Ignorance is bliss.

1 Confissões:
Esses que gostam de algo por pose (só pelo prazer de gostar do que ningém gosta/conhece) e que desgostam quando esse algo fica conhecido, na verdade jamais gostaram verdadeiramente desse algo. E, também, como você bem observou, nunca avaliaram com base nas virtudes/defeitos de coisa alguma.
E o que isso mostra? Que essas pessoas são abissalmente superficiais e alienadas: se tivessem se aprofundado na "coisa em si" (não no sentido filosófico da expressão, haha), fariam um julgamento IMPARCIAL e INDEPENDENTE e tirariam sua PRÓPRIA conclusão. No fim, dá nisso: são tão alienados do que aqueles que gostam das coisas mais populares apenas porque todo mundo gosta.
Uma prova do nosso (permita-me usar o plural aqui) ponto de vista: aposto que vai ter um monte de gente achando que seu post e meu comentário são uma defesa das coisas populares, quando, no fundo, não é. Não é nem defesa e nem ataque.
Postar um comentário